Toda vez que João Vithor, de 4 anos, come um alimento proibido “A barriga fica grande, a bochecha fica [inchada], o cabelo vai lá para cima e o olho fica desse tamanho”, descreve o menino. Ele tem alergia quase completa a comida. Só pode consumir um tipo especial de leite - que custa R$ 450 a lata e carne de rã. “Só a dieta do João fica em torno de R$ 9 mil por mês. Aí tem a da Nicole também”, calcula a mãe de João Vithor e Nicole, Poliana da Cruz. O cardápio da irmã, Nicole, é ainda mais restrito. Para ela, nada de rã. Só leite.
A prefeitura de Goiânia banca o tratamento, mas a mãe diz que às vezes a ajuda atrasa. “Quinze dias que falta o leite significam 15 dias que vai passar fome”.
É difícil eles entenderem que não são como as outras crianças. “Chega ao shopping, eu não posso ir nem na praça de alimentação com ele, porque ele vai sentir o cheiro da comida e vontade de comer”, lamenta o pai de João Vithor e Nicole, Roger Rios.
Alergias graves estão se tornando cada vez mais comuns, como mostra uma série especial da BBC que o Fantástico começou a exibir domingo passado. “Por volta de 30% da população mundial tem alergia. Acreditam até que até o final do século isso deve chegar a quase metade da população”, informa o vice-presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia Fábio Castro.
Alergia é uma batalha exagerada do organismo para expulsar um corpo estranho. Existem várias explicações, nenhuma definitiva. Os cientistas apostam numa combinação de genética com exposição a poluentes e outros produtos químicos da vida moderna. A batalha contra a asma em duas ilhas ilustra a teoria. Barbados, no Caribe: os casos de asma aumentaram dez vezes nos últimos 20 anos. Atingem, hoje, 20% da população. Para os médicos, uma epidemia. "A explicação pode estar no processo acelerado de urbanização do país, com muito mais carros e poluição", diz a alergista Kathleen Barnes.
O fator hereditário da asma começou a ser desvendado em um lugar perdido no Atlântico Sul. Tristão da Cunha é a ilha mais remota do planeta. São sete dias de barco para chegar até aqui. Pelo isolamento extremo, é um laboratório natural para estudos genéticos. Metade da população tem asma. Um índice sem igual no mundo. O motivo: os cerca de 300 habitantes descendem de apenas sete famílias.
O casamento entre parentes acabou espalhando o gene da asma. Quem investigou a linhagem dos moradores e isolou o gene foi um cientista brasileiro - Noé Zamel, da Universidade de Toronto, no Canadá. Mas ele é cauteloso. "A descoberta não explica todo o problema da asma. É apenas uma peça do quebra-cabeça", destaca o professor da Universidade de Toronto Noé Zamel. Existe também uma hipótese evolutiva.
Pesquisas mostraram que o anticorpo que dispara a maioria das alergias tinha uma função bem diferente nos primórdios da humanidade. O IGE era uma proteção contra parasitas que infestavam o homem há milhares de anos. Em pouquíssimo tempo, na escala biológica, a urbanização, os remédios e os hábitos de higiene transformaram nossas vidas. Sem ter o que combater, o IGE voltou suas armas para invasores inofensivos - poeira, por exemplo. Mas e quando o inimigo parece atacar por todos os lados? Em Houston (EUA) pessoas se dizem tão alérgicas que nem a equipe de tevê pôde chegar perto.
Eles sofrem de "sensibilidade química múltipla". A portadora de sensibilidade química múltipla Nancy Van Afflen só dirige de luvas. "Sou alérgica ao vinil e ao poliéster", ela diz. A máscara e o cilindro de oxigênio protegem contra supostas toxinas no ar. Dentro da casa, tudo esterilizado. Os móveis foram adaptados. "Esse compensado não leva resina, nem formol. A cola é à base de soja", mostra Nancy. Para alguns médicos, a explicação para a "sensibilidade química múltipla" talvez seja psicológica. Como Nancy, muitas pessoas acreditam que têm alergia, mas nem sempre isso é verdade. "Talvez apenas 1% ou 2% dos adultos sejam realmente alérgicos", afirma a psicóloga Rebecca Knibb. Muita gente também confunde alergia com intolerância. Alergia é uma resposta de defesa do corpo, geralmente imediata.
Coceira, espirros ou falta de ar são alguns dos sintomas. Já a intolerância, de efeito mais lento, é a falta de enzimas, que são um tipo de proteína para digerir certos alimentos. “O alimento fica pesado, às vezes fica tendo uma diarréia contínua, toda vez que come aquele alimento”, explica o alergista Fábio Castro. Alergia não tem cura, mas pode ser controlada. Guilherme, de Petrópolis, tem voltado a comer aos poucos. “Peito de peru, coelho, frango. Às vezes reage bem mal”, comenta a mãe de Guilherme, Francelene da Silva. Em Goiânia, Nicole e João Vithor ainda não tiveram essa sorte. “Ele mesmo fala que papai do céu está curando ele, e que ele logo vai ficar bom e vai comer de tudo”, diz a mãe dos meninos. “Vai ter leite de vaca, bolo no meu aniversário, quando eu sarar”, planeja o pequeno João Vithor, de 4 anos.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Flutuador é lançado no Rio Tietê
O Rio Tietê ainda tem jeito? O SPTV acha que sim. A partir desta terça-feira o flutuador, desenvolvido pela Rede Globo e o IPI, o Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado, percorrerá o rio para medir o índice de oxigênio na água. Existem muitas formas de medir a qualidade da água. O SPTV escolheu o índice de oxigênio porque é mais fácil de acompanhar passo a passo. O oxigênio é fundamental para determinar se é possível que os peixes sobrevivam. O Tietê é um rio diferente. Ele nasce perto do mar e corre para o interior. Ele desaguará no Rio Paraná.
Depois de ficar muito poluído na capital, o Tietê ganha vida de novo. É um ser vivo que renasce todos os dias. Quem acompanha a boia é o eco-aventureiro Dan Robson. No meio do trajeto dos nove quilômetros já percorridos, ele contou que teve dificuldade por causa de galhos no meio do rio. Durante o lançamento do flutuador foi possível ter a ideia de que a viagem não será fácil. Os preparativos começaram ainda no escuro.
O esportista Dan Robson não podia esquecer nenhum detalhe: a roupa, que vai proteger contra a poluição; o capacete, que leva uma câmera; e, principalmente, o flutuador, um sensor para medir o oxigênio na água e indicar o grau de poluição. O sol deu boas vindas à aventura e a água clara e cheia de peixinhos do Tietê em Biritiba-Mirim foi um convite ao início de uma jornada de 500 quilômetros.
O flutuador deslizou no rio com facilidade. O mesmo não aconteceu com o Dan. Logo de cara, ele se enroscou nas pedras. Foi preciso deixar o remo e usar as pernas para se livrar da primeira barreira. O nível baixo do rio deixou mais obstáculos no caminho. Desta foram troncos e galhos de árvores, dificuldade para Dan e para o flutuador. Em outro ponto não teve jeito. A correnteza não ajudou e a boia com 11 quilos teve que ser rebocada. Será um longo percurso até Barra Bonita, no centro-oeste do Estado, quando flutuador deixará o Tietê.
Os profissionais da TV Globo desenvolveram um programa de computador para que você veja aí na sua casa, em tempo real, onde está o flutuador e qual o nível de oxigênio na água, naquele local. Através do flutuômetro, como a gente chamou o programa, vai dar pra saber onde o rio Tietê está mais poluído. A divisão é feita em três índices: de 0 a 1,9 significa que o nível de oxigênio na água é péssimo, quase não tem vida; de 2 a 4,9 é ruim e acima de 5 é bom. Dá para a gente ver a variação ao longo do caminho.
O flutuador foi lançado às 6h30 da manhã, na zona rural de Biritiba-Mirim. A água tinha 5,6 de oxigênio, considerado bom. Até às nove da manhã, ele percorreu quatro quilômetros e o índice mudou. Passou para 6,1, sinal de que aumentou a qualidade. Ao meio dia o flutuador estava a um quilômetro do centro de Biritiba-Mirim e o nível de oxigênio é de 6 pontos. Essa é uma região que tem muitas pedras e igarapés, o que ajuda a manter o rio limpo.
Depois de ficar muito poluído na capital, o Tietê ganha vida de novo. É um ser vivo que renasce todos os dias. Quem acompanha a boia é o eco-aventureiro Dan Robson. No meio do trajeto dos nove quilômetros já percorridos, ele contou que teve dificuldade por causa de galhos no meio do rio. Durante o lançamento do flutuador foi possível ter a ideia de que a viagem não será fácil. Os preparativos começaram ainda no escuro.
O esportista Dan Robson não podia esquecer nenhum detalhe: a roupa, que vai proteger contra a poluição; o capacete, que leva uma câmera; e, principalmente, o flutuador, um sensor para medir o oxigênio na água e indicar o grau de poluição. O sol deu boas vindas à aventura e a água clara e cheia de peixinhos do Tietê em Biritiba-Mirim foi um convite ao início de uma jornada de 500 quilômetros.
O flutuador deslizou no rio com facilidade. O mesmo não aconteceu com o Dan. Logo de cara, ele se enroscou nas pedras. Foi preciso deixar o remo e usar as pernas para se livrar da primeira barreira. O nível baixo do rio deixou mais obstáculos no caminho. Desta foram troncos e galhos de árvores, dificuldade para Dan e para o flutuador. Em outro ponto não teve jeito. A correnteza não ajudou e a boia com 11 quilos teve que ser rebocada. Será um longo percurso até Barra Bonita, no centro-oeste do Estado, quando flutuador deixará o Tietê.
Os profissionais da TV Globo desenvolveram um programa de computador para que você veja aí na sua casa, em tempo real, onde está o flutuador e qual o nível de oxigênio na água, naquele local. Através do flutuômetro, como a gente chamou o programa, vai dar pra saber onde o rio Tietê está mais poluído. A divisão é feita em três índices: de 0 a 1,9 significa que o nível de oxigênio na água é péssimo, quase não tem vida; de 2 a 4,9 é ruim e acima de 5 é bom. Dá para a gente ver a variação ao longo do caminho.
O flutuador foi lançado às 6h30 da manhã, na zona rural de Biritiba-Mirim. A água tinha 5,6 de oxigênio, considerado bom. Até às nove da manhã, ele percorreu quatro quilômetros e o índice mudou. Passou para 6,1, sinal de que aumentou a qualidade. Ao meio dia o flutuador estava a um quilômetro do centro de Biritiba-Mirim e o nível de oxigênio é de 6 pontos. Essa é uma região que tem muitas pedras e igarapés, o que ajuda a manter o rio limpo.
Quem Quer Ser um Milionário?
Quem Quer Ser um Milionário?
(Slumdog Millionaire)
ano de lançamento ( EUA Inglaterra ) : 2008
direção: Danny Boyle
atores: Dev Patel , Ayush Mahesh Khedekar , Tanay Chheda , Freida Pinto , Rubiana Ali
duração: 02 hs 00 min
sinopse
Jamal K. Malik (Dev Patel) é um jovem que trabalha servindo chá em uma empresa de telemarketing. Sua infância foi difícil, tendo que fugir da miséria e violência para conseguir chegar ao emprego atual. Um dia ele se inscreve no popular programa de TV "Quem Quer Ser um Milionário?". Inicialmente desacreditado, ele encontra em fatos de sua vida as respostas das perguntas feitas.
sábado, 29 de agosto de 2009
Seja um doador de medula óssea
O que é medula óssea?
A medula óssea é a matriz do sangue e se localiza na parte interna dos ossos semelhante ao tutano dos ossos do boi. Na medula óssea estão as células-mãe que dão origem aos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. 

Quem necessita dessa doação?
Pessoas com doenças que comprometem a produção de sangue pela medula, como leucemias e aplasia de medula óssea, e crianças com algumas doenças genéticas congênitas.
Como funciona a compatibilidade de doadores?
25% dos pacientes têm possibilidade de encontrar doador compatível entre os irmãos. Caso não seja encontrado entre familiares, procura-se um doador compatível inscrito no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor.
A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL!
Quais os procedimentos realizados com o doador compatível?
Se houver compatibilidade, o doador é convocado para um exame de sangue mais detalhado. O doador será avaliado por um clínico para verificar seu bom estado de saúde.
Qual a forma de doação?
É o médico responsável pela consulta do doador que irá informá-lo qual a melhor forma de coleta de células para o paciente que receberá a medula, de acordo com a doença e a fase em que se encontra. Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.
Por que se registrar?
Para o paciente você pode ser a única possibilidade de cura. Assim, quanto mais doadores registrados, maior a chance de encontrar um doador compatível. Suas características genéticas serão colocadas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) para consulta quando necessário.
Para ser um doador você precisa:
- Ter entre 18 e 55 anos.
- Estar saudável.
- Não ter tido câncer.
- Portar RG e CPF.
- E ter um coração GENEROSO!
Procure o hemocentro mais próximo de sua cidade, acesse o Site: http://dtr2001.saude.gov.br/transplantes/centrais.htm
Cirurgia para mudar a cor dos olhos gera polêmicaO sonho de mudar a cor dos olhos para sempre ainda é questionado por especialistas
Por Denise Mello
A grande maioria das pessoas está insatisfeita com o corpo. A prova disso são as clínicas de estética e cirurgia plástica cada dia mais lotadas em prol da beleza e da vaidade. Tanto é, que uma técnica desenvolvida pelo oftalmologista panamenho Delary Kahn tem causado polêmica. Desde 2002, Kahn realiza em seu consultório uma cirurgia que muda a cor dos olhos do paciente.
Para obter esse resultado é feito um corte nos olhos e, por meio dele, é inserida uma lente colorida sobre a íris. Muita gente já se animou com a ideia, afinal, seria o fim das lentes de contato coloridas. Mas, segundo a maioria dos oftalmologistas brasileiros, essa técnica ainda não é totalmente segura e pode causar sérios danos à saúde ocular o paciente.
Segundo Virgilio Centurion, oftalmologista e diretor do IMO (Instituto de Moléstias Oculares), essa cirurgia pode acarretar problemas sérios e irreversíveis. "Os riscos de glaucoma, inflamações no olho e descompensação da córnea são enormes, além da cegueira que também não pode ser descartada", afirma.
Mas se essa cirurgia é mesmo tão comprometedora, por que é realizada? Virgilio explica que no Panamá as leis são mais permissivas que no restante do mundo. "Lá, por exemplo, não é exigido que se façam pesquisas experimentais, nem mesmo testes em humanos antes que um procedimento médico seja oferecido à população", explica. Dessa forma, o médico não tem encontrado dificuldades de desenvolver seu procedimento no país.
Virgilio ainda explica que esta cirurgia não pode ser associada a outros procedimentos oftalmológicos, como a cirurgia de catarata, em que uma lente é implantada no olho e substitui o cristalino. "Este é um procedimento seguro. Para ser realizado, foram feitos testes por oftalmologistas em todo o mundo", explica.
No Brasil, a cirurgia que muda a cor dos olhos é considerada experimental e não recebeu a aprovação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Estudo relaciona ronco alto a maior chance de morte
Problemas respiratórios durante o sono podem dobrar chances de morte prematura de um homem entre 40 e 70 anos, diz estudo.
Um estudo da universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos, relacionou sintomas como ronco alto e sono difícil a uma menor expectativa de vida.
Em qualquer idade, indivíduos que apresentam sérias dificuldades para respirar durante o sono têm 50% a mais de chances de morrer antes que alguém da mesma idade que não sofre das mesmas condições.
Entre homens de 40 a 70 anos, o aumento do risco é ainda maior: esses sintomas podem indicar o dobro de chances de uma morte prematura para a mesma faixa de idade, afirmaram os pesquisadores.
O estudo, publicado na revista científica online "Public Library of Science (PLoS)", de acesso gratuito, acompanhou mais de 6,4 mil homens e mulheres durante oito anos.
Estudos anteriores já apontavam uma relação entre o ronco alto, principal evidência das chamadas apneia e hipopneia - o fechamento total ou parcial das vias respiratórias durante o sono, respectivamente -, e a redução da expectativa de vida, sobretudo por razões cardíacas.
Essa é o primeiro grande estudo a estabelecer esta conexão.
Segundo os pesquisadores, um em cada quatro homens e uma em cada dez mulheres têm problemas para respirar quando dormem, em casos que na maioria das vezes não são diagnosticados.
Além de roncar alto, indivíduos afetados por estes problemas podem também se engasgar durante o sono e apresentar sonolência no dia seguinte.
Complicações
O bloqueio das vias respiratórias normalmente ocorre por conta do relaxamento da musculatura do palato superior, mas, em alguns casos, pode estar ligado a razões de anatomia.
"Essas interrupções reduzem o nível de oxigênio no sangue e, como resultado, os indivíduos afetados são regulamente despertados de seu sono profundo à medida que se debatem para respirar", afirmaram os pesquisadores.
A pesquisa observou um aumento na prevalência de hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares em indivíduos com apneia moderada ou grave.
Os pesquisadores notaram ainda uma maior associação entre mortes e doenças da artéria coronária entre os homens que participaram da pesquisa.
Para o coordenador do estudo, Naresh Punjabi, o tema é "sério" e requer mais pesquisas para explorar a relação entre as doenças do coração e os problemas de sono.
"Essas conclusões sugerem a realização de testes clínicos para avaliar se um tratamento pode reduzir o elevado risco de morte que parece estar associado a esta disfunção comum", afirmou.
O tratamento de apneia inclui mudanças no estilo de vida, como a perda de peso - já que o excesso de gordura ao redor do pescoço favorece o bloqueio das vias respiratórias na região - e a interrupção do fumo.
Dependendo da gravidade das condições, as soluções indicadas podem variar de um aparelho para mudar a posição da mandíbula e permitir a passagem do ar até a utilização de uma máquina para bombear ar na região do palato, e até operação.
Problemas respiratórios durante o sono podem dobrar chances de morte prematura de um homem entre 40 e 70 anos, diz estudo.
Um estudo da universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos, relacionou sintomas como ronco alto e sono difícil a uma menor expectativa de vida.
Em qualquer idade, indivíduos que apresentam sérias dificuldades para respirar durante o sono têm 50% a mais de chances de morrer antes que alguém da mesma idade que não sofre das mesmas condições.
Entre homens de 40 a 70 anos, o aumento do risco é ainda maior: esses sintomas podem indicar o dobro de chances de uma morte prematura para a mesma faixa de idade, afirmaram os pesquisadores.
O estudo, publicado na revista científica online "Public Library of Science (PLoS)", de acesso gratuito, acompanhou mais de 6,4 mil homens e mulheres durante oito anos.
Estudos anteriores já apontavam uma relação entre o ronco alto, principal evidência das chamadas apneia e hipopneia - o fechamento total ou parcial das vias respiratórias durante o sono, respectivamente -, e a redução da expectativa de vida, sobretudo por razões cardíacas.
Essa é o primeiro grande estudo a estabelecer esta conexão.
Segundo os pesquisadores, um em cada quatro homens e uma em cada dez mulheres têm problemas para respirar quando dormem, em casos que na maioria das vezes não são diagnosticados.
Além de roncar alto, indivíduos afetados por estes problemas podem também se engasgar durante o sono e apresentar sonolência no dia seguinte.
Complicações
O bloqueio das vias respiratórias normalmente ocorre por conta do relaxamento da musculatura do palato superior, mas, em alguns casos, pode estar ligado a razões de anatomia.
"Essas interrupções reduzem o nível de oxigênio no sangue e, como resultado, os indivíduos afetados são regulamente despertados de seu sono profundo à medida que se debatem para respirar", afirmaram os pesquisadores.
A pesquisa observou um aumento na prevalência de hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares em indivíduos com apneia moderada ou grave.
Os pesquisadores notaram ainda uma maior associação entre mortes e doenças da artéria coronária entre os homens que participaram da pesquisa.
Para o coordenador do estudo, Naresh Punjabi, o tema é "sério" e requer mais pesquisas para explorar a relação entre as doenças do coração e os problemas de sono.
"Essas conclusões sugerem a realização de testes clínicos para avaliar se um tratamento pode reduzir o elevado risco de morte que parece estar associado a esta disfunção comum", afirmou.
O tratamento de apneia inclui mudanças no estilo de vida, como a perda de peso - já que o excesso de gordura ao redor do pescoço favorece o bloqueio das vias respiratórias na região - e a interrupção do fumo.
Dependendo da gravidade das condições, as soluções indicadas podem variar de um aparelho para mudar a posição da mandíbula e permitir a passagem do ar até a utilização de uma máquina para bombear ar na região do palato, e até operação.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Gripe suína atinge índios de aldeia dentro da cidade de São Paulo

O vírus da gripe suína já contaminou pelo menos oito índios que vivem na aldeia guarani Tenondé Porã, que fica no bairro de Parelheiros, na zona sul da capital paulista.
Segundo o médico Robério Carneiro, responsável pela Unidade Básica de Saúde Vera Poty, situada dentro da aldeia, o primeiro caso de gripe suína entre os índios foi diagnosticado na primeira quinzena de agosto.
De lá para cá, segundo ele, "outros sete casos foram confirmados - três deles em um intervalo de cinco dias".
A Tenondé Porã é uma das três aldeias indígenas que ficam dentro do município de São Paulo.
Não se sabe ao certo como a doença chegou ao local. Uma possível justificativa seria o contato com não indígenas durante visitas aos familiares e amigos em outras comunidades.
"O vírus A(H1N1) foi diagnosticado em uma criança vinda da aldeia do Jaraguá para a de Parelheiros", explica Carneiro.
O médico afirma que todos os casos registrados ocorreram em crianças e foram tratados com sucesso, mas diz que o vírus continua circulando pela aldeia, que tem cerca de 700 habitantes.
"O vírus está circulando pela aldeia. Solicitamos aos moradores que venham ao posto de saúde desacompanhados, para evitar o contágio", diz.
Sala de aula
Além de folhetos e cartazes espalhados pela comunidade contendo explicações sobre como evitar a contaminação pelo vírus, medidas preventivas também estão sendo tomadas na escola que fica dentro da aldeia.
A professora Maria José de Lima, que dá aulas para crianças entre 10 e 12 anos, afirma que explicou a seus alunos a importância de medidas como cobrir a boca ao tossir e espirrar e lavar as mãos constantemente.
"Nós conversamos sobre a gripe e pedi a eles que ilustrassem o que tinham entendido. O resultado foi satisfatório", disse Lima à BBC Brasil.
Para tentar evitar que a doença se espalhe para outras comunidades, outra medida foi adotada pela liderança da aldeia.
"Avisamos às famílias para não saírem da aldeia até que o problema seja controlado", diz o cacique Timóteo Verá Popyguá.
Segundo o médico Robério Carneiro, responsável pela Unidade Básica de Saúde Vera Poty, situada dentro da aldeia, o primeiro caso de gripe suína entre os índios foi diagnosticado na primeira quinzena de agosto.
De lá para cá, segundo ele, "outros sete casos foram confirmados - três deles em um intervalo de cinco dias".
A Tenondé Porã é uma das três aldeias indígenas que ficam dentro do município de São Paulo.
Não se sabe ao certo como a doença chegou ao local. Uma possível justificativa seria o contato com não indígenas durante visitas aos familiares e amigos em outras comunidades.
"O vírus A(H1N1) foi diagnosticado em uma criança vinda da aldeia do Jaraguá para a de Parelheiros", explica Carneiro.
O médico afirma que todos os casos registrados ocorreram em crianças e foram tratados com sucesso, mas diz que o vírus continua circulando pela aldeia, que tem cerca de 700 habitantes.
"O vírus está circulando pela aldeia. Solicitamos aos moradores que venham ao posto de saúde desacompanhados, para evitar o contágio", diz.
Sala de aula
Além de folhetos e cartazes espalhados pela comunidade contendo explicações sobre como evitar a contaminação pelo vírus, medidas preventivas também estão sendo tomadas na escola que fica dentro da aldeia.
A professora Maria José de Lima, que dá aulas para crianças entre 10 e 12 anos, afirma que explicou a seus alunos a importância de medidas como cobrir a boca ao tossir e espirrar e lavar as mãos constantemente.
"Nós conversamos sobre a gripe e pedi a eles que ilustrassem o que tinham entendido. O resultado foi satisfatório", disse Lima à BBC Brasil.
Para tentar evitar que a doença se espalhe para outras comunidades, outra medida foi adotada pela liderança da aldeia.
"Avisamos às famílias para não saírem da aldeia até que o problema seja controlado", diz o cacique Timóteo Verá Popyguá.
SÓ PODIA DAR ERRADO

Errar é humano, insistir é burrice. Perder milhões com o erro? Ah, isso é marketing. Conheça os desatres de que só o reposicionamento estratégico da marca é capaz. (Texto: Emiliano Urbim)
COCA COM GOSTO DE PEPSI
Produto - New Coke
O que era - Substituta da Coca-Cola
Duração - Abril à Junho de 1985
IDEIA: A poderosa Coca-Cola via seu reinado no mercado de refrigerantes ameaçado pela Pepsi, o então "o sabor da nova geração". Pra contra-atacar, decidiu criar um sabor parecido com o da concorrente. Até aí tudo bem. Mas então baixou o Fernado Vanucci nos executivos, que pensaram: "é hora da gente mudar... ou mudar de vez". Além de lançar a nova Coca-Cola, retiraram o sabor antigo das prateleiras,
RESULTADO: Os consumidores execraram a New Coke - tanto que a Pepsi virou líder sem aumentar as vendas. Até Fidel Castro, fã da Coca tradicional, considerou a troca de fórmula um sinal de decadência do capitalismo. Em 3 meses, o sabor antigo estava de volta com um novo nome, Classic Coke.
PEJUÍZO: US$ 1 Bilhão

FEIURA SOBRE RODAS
Produto - Ford Edsel
O que era - Carro do futuro
Duração - 1957-1960
IDEIA: Dona do mercado de automóveis, a Ford concluiu que, para promover seu novo carro, batava criar expectativa com anúncios que não mostravam o veículo. Os cartazes anunciavam apenas que "O Edsel está chegando".
RESULTADO: "Um trator chupando limão. "Um vaso sanitário." "Uma vagina com dentes." Essas foram algumas das reaçoes ao peculiar design da dainteira do Edsel - se eles tivessem mostrado o carro a pelo menos um consumidor, talvez tivessem evitado esse problema. Ah, os americanos também acharam o nome esquisito - e pior que era homenagem ao filho do fundador da empresa, Edsel Ford. O carro que deveria vender
200 mil por ano saiu de linha em 1960 vendendo 2. 800 unidades.
PREJUÍZO: US$ 2,25 bilhões
SEM FUMAÇA E SEM NOÇÃO
Produto - Premier e Eclipse
O que era - Cigarros sem fumaça
Duração - 1988 e 1996
IDEIA: Para driblar as preocupações com o fumo passivo, a RJ Reynolds (fabricante das marcas Camel e Winton) criou um cigarro que não soltava fumaça.
RESULTADO: O primeiro modelo, Premier, além de precisar de muito fogo para ser aceso e muito fôlego para ser tragado, tinha um gosto horrível. sua reencarnação, o Eclipse, tinha um filtro de carvão embutido dentro do cigarro, o que tornava o gosto ainda pior. Ambos prometiam ser mais "limpos", ou seja, mais saudáveis, o que simplesmente não era verdade. Mas o que ninguem entende é: por que fazer (duas vezes!) um cigarro para quem não gosta de fumaça? Esse público, apropiadamente conhecido como não-fumante, não costuma comprar cigarro.
PREJUÍZO: US$ 450 milhões.
(Fonte: Super Interessante - julho 2009)
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